quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

TURISMO NO CEMITÉRIO




Era um domingo a tarde um gringo fez sinal para meu taxi na sete de setembro centro de Manaus, parei ele entrou sentou-se no banco de traz e me passou um papel de caderno onde estava o endereço de onde queria ir.  Estava escrito em português, Praça Chile cemitério são João batista. Fui até o local  parei na praça em frente ao cemitério.
Ele aparentava ter uns 60 anos tinha pinta de turista, começou a fazer gestos e apontar para o cemitério. – there! Inside! La!  Dentro! Ok! ? E mostrou no mesmo papel o desenho da estrela de Israel. Falava Blue! Blue!.


Olha eu enrolado pra entender o gringo. Pensei o que esse gringo vai fazer dentro do cemitério num domingo a tarde. Já levei turista para muitos pontos turísticos mais para o cemitério é a primeira vez. Estranho! Mas vamos lá, entrei naquele ambiente parei, e o gringo dizia: - blue! Blue! E mostrava a estrela no papel fazendo sinais em forma de uma casa. Pra completar desceu um “toró” (chuva forte) pense em um ambiente esquisito! dentro do cemitério, domingo a tarde chovendo, não tinha uma viva alma ali fora do carro
,tive vontade  mandar o gringo descer do carro e sair fora!

Logo aparece no meio da chuva  um coveiro com uma enxada no ombro, todo sujo de barro, parei perto dele perguntei:
- amigo estou com um turista estrangeiro aqui você sabe onde tem uma sepultura azul de judeu? Naquele estante pensei blue é azul e a estrela é o símbolo dos judeus, só pode ser uma sepultura azul que esse cara ta procurando! O coveiro pensou há! Ali na quadra numero tal vamos lá? Eu o segui ate o local.
A chuva estava passando o cara desceu, e foi andando com o coveiro ate à sepultura, fiquei esperando no carro torcendo pra que desse tudo certo. Queria sair logo dali, não demorou o coveiro volta e diz: - é lá mesmo motora ele esta tirando fotografia da sepultura, eu já vou terminou meu expediente! Eram 5 horas da tarde.

Resolvi fechar o carro e da uma olhada, entrei pelo meio das sepulturas e fiquei observando. Realmente era uma sepultura azul com umas grades de ferro ao redor com  estrelas de israel. O cara volta feliz da vida dizendo: - fatherofmyfather! pai do meu pai judeu! Ele mandou que eu ficasse perto do taxi para tirar fotos.
 Sabe lá o que ele vai dizer quando chegar ao país dele, com a foto do taxista dentro do cemitério. Pediu-me que o levasse ao  porto flutuante de Manaus, deixei o gringo no transatlântico, pagou a corrida agradecendo. Tankyou!  Tankyou! VeryGood! Taxidrive.( obrigado! Obrigado, muito bom taxista!)
Ele desceu e entrou no navio transatlântico que estava ancorado no porto flutuante. E eu fui a busca de passageiro, quem sabe outra historia.









quinta-feira, 11 de setembro de 2014

BELLE ÉPOQUE PALACIO RIO NEGRO

                                                                                                   Mário Sérgio


CENTRO CULTURAL PALÁCIO RIO NEGRO


Construído no ano de l903, para ser residencia de  um rico expotador de borracha, o alemão Karl Waldemar Scholz, é simbolo da riqueza dos barroes da borracha, serviu de sede do governo e de residencia dos governadores até 1959, tombado como patrimônio histórico do estado do amazonas em 1980. 
                                                                                          Mário Sérgio

O Palácio Rio Negro tem salas  onde e possível admirar mobiliário em estilo manuelino, português, inglês, moveis estilo oriental e art nouveau. aberto para visita de terça a sexta . 

domingo, 20 de julho de 2014

MERCADO MUNICIPAL ADOLPHO LISBOA









MERCADO MUNICIPAL ADOLPHO LISBOA


O  Mercadão todo restaurado, construído de frente para o Rio Negro, é um dos símbolos  da cidade de Manaus é uma relíquia dos tempos áureos da borracha,  um dos edifícios mais importantes de nosso acervo patrimonial histórico , foi mantido sua bela arquitetura estilo “Art Noveau. Sendo uma das mais importantes exemplares mundiais da arquitetura de ferro .  Foi construído em 1882 nos moldes do mercado central de paris, o famoso “Les Halles.


TEATRO AMAZONAS


                                                                                                                                                                                                                     Mário Sérgio
Hall de Entrada do Teatro Amazonas
                                                                                           


BELLE ÉPOQUE MANAUS

CARTÕES POSTAIS  DO PATRIMÔNIO CULTURAL ARQUITETÔNICO DO AMAZONAS.

TEATRO AMAZONAS


     
  Mário Sérgio

O famoso teatro amazonas, tombado como patrimônio histórico em 28 de novembro de 1966, tem capacidade para 701 lugares. Teve sua construção iniciada em 1882, a obra ficou parada por vários anos retomada no governo Eduardo ribeiro. Foi inaugurado em 31 de dezembro de 1896, no auge do ciclo econômico da  borracha, Manaus reinava como a capital mundial da borracha.
O exterior do teatro amazonas  tem detalhe arquitetônico barroca, seu interior elaborado por artistas europeus, folheados a ouro e enormes espelhos reflete seus candelabros . De Angelis, decorou o teto do teatro amazonas, um grande artista da época.
 Essa primorosa obra toda importada da Europa é o legado que esta em pleno funcionamento com todos os detalhes desde sua inauguração, mostrado os tempos de prosperidade e de extravagância da elite amazonense na época da borracha.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Copa Do Mundo Na Selva Brasil



Segunda feira 23 de junho de 2014, jogo entre Brasil e camarões. Seleção Brasileira da goleada e pega o Chile no sábado.Aqui no Amazonas tivemos na quarta feira o ultimo jogo da copa do mundo na arena da Amazônia Vivaldo Lima, um dos estádios mais belos do mundo com seu designe Amazônico.   Suíça vence Honduras por 3 a 0, a arena da Amazônia  Manaus se despede da copa do mundo. Tivemos aqui em Manaus as seleções  dos Estados Unidos, Inglaterra, Itália países de alto risco, os órgãos de  segurança publica do amazonas junto com o exercito cumpriu o seu papel na segurança das seleções e dos visitantes.    A paixão do brasileiro pelo futebol fascinante, o manauara  esbanjou  criatividade carinho e amor pelos visitantes estrangeiros que  estiveram nos 4 jogos na arena, esse esforço do Amazonense fez com que tudo acontecesse da melhor forma possível.Os dirigentes da FIFA, já estão achando que deveriam ter   colocado mais jogos em Manaus.
Sábado 28 de junho jogo entre Brasil e Chile, pelas oitavas de final mata mata. Peguei um passageiro para o FIFA FAN FEST Ponta Negra Manaus, jogo estava começando o passageiro tinha pressa de chegar, apesar do transito ruim chegamos a tempo o passageiro desceu correndo rumo ao telão da praia.
 Resolvi estacionar meu taxi e descer para fazer algumas fotos do evento. Ponta Negra lotada de torcedores, sol causticante. No caminho para praia encontrei pelo meio dos torcedores a pastora, Vilhena  e seu esposo PR. Roberto e suas crianças entregando folhetos com mensagens da palavra de Deus, evangelizando eles são da igreja assembléia de Deus de Madureira, ela se aproxima dos torcedores e tenta falar um pouco da vida de paz que Jesus tem para a humanidade. Um dos folhetos tinha uma mensagem. “Vinde a mim todos que estão cansados e sobrecarregados, eu vos aliviarei”(MT.11:28). Mas o torcedor tem pressa uns pegavam o folheto outros passavam direto rumo ao telão o jogo ta rolando.
Foi 90 minutos de jogo muita tensão 1x1, agora prorrogação maior sufoco nada de gol, torcedores Manauaras nervosos roendo as unhas de olho no telão, vai para pênalti tensão do torcedor aumenta. Brasil vence o herói do jogo foi o goleiro Julio Cesar, defenderam dois pênaltis e a trave um, afinal a trave é brasileira.  Seleção Brasileira classificada para as quartas de final  pega a Colômbia em fortaleza na sexta feira rumo a semi final vai La Brasil!!!!.
 Das 31 seleções que vieram para a copa do mundo no Brasil, só uma vai levantar a taça, infelizmente alegria de uns e tristezas de outros muitos favoritos já foram embora como a Espanha. Nos brasileiro estamos confiantes e com energia positiva emproando a seleção brasileira  rumo ao hexa.

Copa Do Mundo Em Manaus


Sábado 14 de junho de 2014, inauguração da Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Primeiro jogo da copa do mundo em Manaus, Inglaterra x Itália, fiz varias corridas no meu táxi, levei e trouxe varias pessoas para a arena da amazônia transportei italianos, ingleses, Brasileiros, varias nacionalidades de pessoas .
Sabia que apos o jogo é viria os acontecimentos as novidades primeiro, o gringo ficou nu dentro do estadio na frente de crianças, no Brasil isso é atentado ao pudor da cadeia. Mais é gringo não deu nada!
Os Brasileiros estão chocados com essa pouca vergonha, o calor é demais em manaus não precisava o gringo chegar ao ponto de tirar a roupa dentro do estadio lotado. Leva ele pra tomar banho dentro do rio negro la onde tem aquele peixinho canibal, ele não ia esquecer nunca desse banho.
Ficamos muito chateados com os ingleses, mais não devemos generalizar , pois tem muitos ingleses gente boa. Como os três que pegaram o meu táxi para o aeroporto. O Jonn Dawson o Russeu Harrond e Geff Watson eles moram e Bogotá e trabalham em um navio petroleiro que faz serviço para a Petrobras viajando pelo mundo, estavam indo para brasília vão ficar no Brasil ate o final da copa do mundo. Eles chegaram no meu ponto de táxi no Centro da cidade e falaram "How much is the rum Airport ?'' (Quanto custa a corrida para o Aeroporto) Até ai eu entendi, o Jonn falava um pouco de Português e ele disse "A arena é muito linda" os outros dois que estavam juntos confirmaram.
Eu expliquei que o formato da Arena é um cesto indígena, que tem haver com a Cultura Amazônica, eles ficaram admirados com esse detalhe, perguntei "O que acharam do jogo ?" e o Jonn respondeu" Apesar de temos perdido para Itália, gostei muito do jogo, o importante é que queremos curti a copa do mundo no Brasil" e os deixei no Aeroporto. Thank You Very Much.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A dama da boate




Muitas meninas em Manaus vivem de prostituição. Uma das mazelas que vieram com o inchaço da cidade, pós Zona Franca. A miséria, a fome, empurram as garotas para a vida fácil. As autoridades sabem. As secretarias de assistência social também. Mas não há muito o que fazer. Em qualquer esquina da cidade lá estão elas, esperando o primeiro homem disposto a pagar por um programa.

Numa tarde em que rodava com o meu táxi pelas ruas da cidade, uma garota fez sinal na Avenida Santos Dumont. Uma moça loira, de beleza exuberante. Aparentava ter uns 19 anos. Lembro-me do vestido curto e decotado e dos trejeitos sensuais.  As mulheres sempre gostam de andar no banco traseiro do carro, mas essa sentou no banco da frente.  Com nariz empinado, demonstrava ousadia e coragem. Mandou que eu seguisse em frente e parasse no primeiro comércio que encontrasse. Ela desceu e pediu  que eu esperasse. Voltou logo em seguida trazendo uma carteira de cigarro e uma lata de refrigerante.  A impressão que eu senti é que ela gostava de impressionar. Sabia que era bonita e não fazia questão de esconder.

Estou no ramo de táxi há mais de 30 anos. O sexo sempre está presente nesse mundo.  O mundo da noite é pernicioso e convidativo. Os passageiros que buscam o prazer rápido estão sempre presentes. São turistas, passageiros em busca de programa e mulheres se oferecendo na  vida fácil. Apesar do tempo em que convivo nesse ambiente, nunca me acostumei ao ver  moças jovens, com toda vida pela frente, nesse mundo de perdição.

Ao voltar para o táxi, ela sentou do meu lado, suspirou. Senti o cheiro do perfume barato. Pediu que eu a levasse para a boate Rêmulo´s, um inferninho que existe no centro de Manaus. No local, as mulheres fazem strip-tease e depois saem para programas com clientes da casa.

Ela percebeu meu ar meio assustado. Começou a falar da vida dela sem que eu perguntasse.
- Você deve estar achando estranho eu pedir para ir para o Rêmulo´s. Mas é isso mesmo. E não se preocupe. Eu sou maior de idade. Trabalho lá porque estudei pouco. Meu pai abandonou a minha mãe, assim como o meu namorado me abandonou quando engravidei, então não tenho muita opção. Sustento minha mãe e minha filha com esse dinheiro.

Perguntei a ela se a família sabia o que ela fazia e ela respondeu que a mãe pensava que ela trabalhasse em um hotel. Nessa hora ela abriu a janela do carro e olhou para longe. Suspirou. Parecia cansada. Foi então que demonstrou um quase arrependimento.

- Eu tenho sonhos. Um dia saio dessa vida. Arrumo um marido e vou ter uma família digna. Por enquanto é isso que dá para eu fazer.

Parei na porta da boate. Ela pagou a corrida e saiu rápido como se alguém já a esperasse. Fiquei olhando ela sumir pelo corredor. Na porta, dezenas de homens já se aglomeravam para entrar pela boate. Lá dentro, aquela quase menina, que perdera a inocência tão cedo certamente já aguardava o primeiro cliente. Momentos de prazer fugaz para um homem qualquer. Para ela, apenas um cliente que lhe daria alguns trocados. Todos os dias a mesma vida bandida e sem esperança. Segui com o meu táxi pela rua pensando na vida, na sorte, nas opções que as pessoas fazem na busca pela sobrevivência. Tomara que um dia ela realize os sonhos. Tomara que um dia ela saia da boate. Um passageiro faz sinal para o meu táxi. Ainda absorto em pensamentos pela moça de cabelos loiros, paro o carro. Que sonhos agora irei transportar?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Uma noite de sorte



Eu rodava no meu taxi, numa noite de domingo, no centro de Manaus.  Era uma noite escura, no mês de maio, dia do aniversário de minha mãe. Ao chegar a Rua Ramos Ferreira, esquina com Getulio Vargas, dois rapazes fizeram sinal de parada para o carro. Lembro-me deles pelo perfil de garotões. Calçavam tênis, camisa colorida com muitos desenhos e usavam boné. Entraram no carro e mandaram eu seguir em frente.

Um deles sugeriu que seguíssemos para Bola da Suframa. O outro não aceitou. Disse que um tal "José" poderia não estar lá.

A luz vermelha acendeu na minha cabeça de taxista calejado, após muitos anos de convívio diário com passageiros que entram e descem do meu carro. Eu fiquei desconfiado. A dupla mandou que eu descesse  a Luiz Antony, entrei na rua 10 de Julho, ao lado do Teatro Amazonas. Ali mandaram que eu parasse. O local estava deserto, não havia movimentação nas proximidades. Quando parei o carro, pensei que fossem pagar a corrida, mas fui tomado por um susto. Senti a gola da camisa repuxar e o metal frio de um revólver se encostar no meu ouvido.

Tive a certeza do assalto. O homem que viajava no banco traseiro mandou que eu colocasse a mão no volante.

- Não desliga o carro. Se fizer um movimento em falso eu te queimo aqui mesmo.

Enquanto isso, o homem da frente já revirava o porta-luvas atrás do dinheiro. Os olhos agitados tinham pressa.

- Cadê a grana?? Diz logo, onde está o dinheiro?

- Está aí na carteira. Pode levar tudo, mas me deixa aqui que eu tenho filho para criar.

O homem atrás retrucou para que eu calasse a boca.

-  Cala a boca, senão vou te matar aqui mesmo. É bom que que tu morre e deixa um monte de filho por aí. E agora é o seguinte, motora.Tu vai pro banco de traz. Eu vou pegar o volante e nós vamos dar uma volta! Eu vou te mostrar que não estou de brincadeira!

Tirou o revólver do meu ouvido e me mostrou. Era um três oitão, cano longo, prateado. Abriu o tambor. A arma estava "até o tucupi" de bala.

Naquele momento, me lembrei de meus colegas mortos em assaltos, parceiros que foram encontrados em varadouros da morte. Manaus sempre teve muitos assaltos a taxistas. Alguns casos são lembrados até hoje. Colegas que saíram para trabalhar e nunca mais voltaram para casa. Pensei que naquele domingo havia chegado a minha hora.


Num relance de coragem, depois de pedir ajuda a Deus, resolvi que teria que escapar. Pensei comigo: "Se me levarem daqui, vão me matar".

Os palavrões se repetiam. O homem no banco traseiro passou o revólver para o rapaz da frente e mandou que eu passasse para trás. Ele saiu do carro, deu a volta pela frente para pegar o volante. O outro continuava a apontar o revólver para mim.

Por puro instinto de sobrevivência, tomei a decisão de escapar ali mesmo. Não seria levado para um bairro distante para morrer e ser abandonado em um matagal. Ali no centro eu teria mais chance de ser socorrido. Abri a porta do carro e tentei correr. Esperei o tiro pelas costas, mas o assaltante que já estava próximo a mim, tentou me empurrar de volta para o carro. Eu me transformei num sabonete molhado. Corri na escuridão e gritei por socorro.

Os homens arrancaram com o meu carro. Saíram cantando pneu, em alta velocidade. Sumiram com o meu ganha pão.

Depois de muito correr, apareceram várias pessoas. Pedi carona a um motorista que passava pela rua. Ele me levou até o ponto de taxi, onde estavam meus colegas. Fui socorrido por eles. Ofereceram-me água, mas de tão nervoso, nem conseguia tomar o líquido, que descia queimando pela minha garganta.

Fui até a Delegacia. Registrei a ocorrência e voltei ao ponto. Taxistas solidários quiseram ir atrás dos bandidos e, para minha surpresa, meus colegas já haviam encontrado o meu carro intacto, com todos os documentos dentro. Só levaram o dinheiro e o toca CD.

Por que os bandidos abandonaram o meu carro? Porque bandido sabe da fama de taxista. Não existe classe mais unida. Quando há um assalto e o motorista escapa, todos os outros se juntam para procurar os assaltantes. Quando conseguem pegar os bandidos, dão um corretivo, e entregam para a Polícia.

Hoje estou vivo por milagre! Ainda bem! Vivo para continuar escrevendo as crônicas de um taxista pelas ruas de Manaus.

   

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Chofer de praça


No Brasil, principalmente em Manaus, é mais provável que um jornalista se torne taxista, do que um taxista venha a tornar –se jornalista. Eu Mário Sérgio  ferreira, sou taxista a mais de 30 anos, com mais de 50 anos de idade graças a Deus consegui contrariar essa lógica, conclui o curso superior de jornalismo.

Pretendo continuar como taxista, e fazer foto jornalismo como free lancer. Na faculdade, uma professora me incentivou a escrever crônicas do meu dia a dia no taxi.