domingo, 10 de maio de 2015

CRÔNICA PONTA NEGRA


Essa profissão de taxista é perigosa, é um trabalho cheio de incertezas e insegurança, mais divertida eu gosto de ser taxista, digo por quê. Eu sou dono do meu taxi, preciso trabalhar, é claro, se não quem paga minhas contas? O meu escritório é muito bacana, quando estou no meu ponto no centro de Manaus, tenho vista para uma linda praça, quando estou em um engarrafamento na Av. Djalma Batista uma das principais vias de Manaus digo:
- Que cidade prospera todo mundo tem carro, e não é carro velho não! são novos. É claro que tem muitos ônibus velhos e fumacentos, logo tenho que manter os vidros do carro fechados e o ar condicionado no Maximo. No calor de 37 a 40º de Manaus, todo taxi tem que ter este item de refrigeração se não tiver nem saia para trabalhar não vai arrumar passageiro.
A minha profissão de taxista, me proporcionou cursa uma faculdade de jornalismo no qual me formei. Mas o importante da minha profissão de taxista são os meus clientes, são os mais diversificados, estressados, alegres, tristes, dorminhocos, desconfiados, educados, turistas etc.   
Uma tarde de inverno em Manaus. Encontrava-me no meu ponto de táxi, chegaram duas jovens negociaram comigo uma corrida para a praia da ponta negra, acertamos o valor da corrida fomos para o local, o tempo estava claro. As jovens disseram:
- Nos viemos da Bahia a trabalho, vamos viajar amanha e não poderíamos ir embora sem conhecer a praia da Ponta Negra.
- Motorista você pode falar  porque o nome praia da ponta negra? Estamos acostumados com praia de mar!
- Enquanto dirigia falava do nosso Rio Negro para elas:
- Não tem igual é um mar de água doce. O encontro das águas dos rios Solimões e Negro formam o rio Amazonas é o maior rio em volume de água do planeta!
No amazonas temos o período de seca, é quando se formam as praias e na cheia as praias são cobertas pelas águas. A prefeitura reformou toda a praia, a margem do rio foi aterrada com areia, para formar uma praia “perene”, ou seja, praia permanente.
 Quando estávamos nos aproximando da ponta negra, der repente! O céu escureceu fechou tempo arriou um ”toró” (chuva forte). Ao parar próximo da praia  as jovens desceram do carro e foram  até a praia debaixo de chuva, afinal foram até lá para conhecer a praia de perto.
Estacionei o carro de frente para a praia da ponta negra, pela moldura do para brisa, ouvindo um som ambiente observo o Rio Negro. Da para ver também a ponte Rio Negro, que liga Manaus ao município de Iranduba, tem três quilometro e meio de extensão, se eu não me engano é terceira maior ponte Estaiada do mundo, ou seja, sustentada por cabos.

A chuva ficou mais forte!  A água do rio negro é de cor preta, fiquei observando aquele imenso rio negro sendo coberto por uma densa neblina, desaparecendo em uma nuvem branca na minha frente. Lembrei-me das mágicas de David Coperfild, fazia desaparecer coisas grandes por traz de uma cortina, esperei diminuir a chuva para ir em busca de passageiros. Que toró!