Essa profissão de taxista é perigosa,
é um trabalho cheio de incertezas e insegurança, mais divertida eu gosto de ser
taxista, digo por quê. Eu sou dono do meu taxi, preciso trabalhar, é claro, se
não quem paga minhas contas? O meu escritório é muito bacana, quando estou no
meu ponto no centro de Manaus, tenho vista para uma linda praça, quando estou
em um engarrafamento na Av. Djalma Batista uma das principais vias de Manaus
digo:
- Que cidade prospera todo
mundo tem carro, e não é carro velho não! são novos. É claro que tem muitos
ônibus velhos e fumacentos, logo tenho que manter os vidros do carro fechados e
o ar condicionado no Maximo. No calor de 37 a 40º de Manaus, todo taxi tem que
ter este item de refrigeração se não tiver nem saia para trabalhar não vai arrumar
passageiro.
A minha profissão de
taxista, me proporcionou cursa uma faculdade de jornalismo no qual me formei.
Mas o importante da minha profissão de taxista são os meus clientes, são os
mais diversificados, estressados, alegres, tristes, dorminhocos, desconfiados,
educados, turistas etc.
Uma tarde de inverno em
Manaus. Encontrava-me no meu ponto de táxi, chegaram duas jovens negociaram
comigo uma corrida para a praia da ponta negra, acertamos o valor da corrida fomos para o local, o tempo estava claro. As jovens disseram:
- Nos viemos da Bahia a
trabalho, vamos viajar amanha e não poderíamos ir embora sem conhecer a praia
da Ponta Negra.
- Motorista você pode falar porque o nome praia da ponta negra? Estamos
acostumados com praia de mar!
- Enquanto dirigia
falava do nosso Rio Negro para elas:
- Não tem igual é um
mar de água doce. O encontro das águas dos rios Solimões e Negro formam o rio Amazonas
é o maior rio em volume de água do planeta!
No amazonas temos o
período de seca, é quando se formam as praias e na cheia as praias são cobertas
pelas águas. A prefeitura reformou toda a praia, a margem do rio foi aterrada
com areia, para formar uma praia “perene”, ou seja, praia permanente.
Quando estávamos nos aproximando da ponta
negra, der repente! O céu escureceu fechou tempo arriou um ”toró” (chuva forte).
Ao parar próximo da praia as jovens
desceram do carro e foram até a praia
debaixo de chuva, afinal foram até lá para conhecer a praia de perto.
Estacionei o carro de frente
para a praia da ponta negra, pela moldura do para brisa, ouvindo um som
ambiente observo o Rio Negro. Da para ver também a ponte Rio Negro, que liga
Manaus ao município de Iranduba, tem três quilometro e meio de extensão, se eu
não me engano é terceira maior ponte Estaiada do mundo, ou seja, sustentada por
cabos.
A chuva ficou mais forte! A água do rio negro é de cor preta, fiquei observando aquele imenso rio negro sendo coberto por uma densa neblina, desaparecendo em uma nuvem branca na minha frente. Lembrei-me das mágicas de David Coperfild, fazia desaparecer coisas grandes por traz de uma cortina, esperei diminuir a chuva para ir em busca de passageiros. Que toró!
Nenhum comentário:
Postar um comentário